Missão Missão

Promover o conhecimento, a criatividade e a inovação, criando condições de igualdade no acesso às tecnologias digitais. A Casa do Conhecimento tem como objetivo primordial a inclusão digital das populações na Sociedade da Informação e o reforço das suas competências e qualificações, num espaço de criatividade e inovação para o desenvolvimento e experimentação de tecnologia.

Eixos de programação Eixos de programação

Tecnologias Inclusivas

A Casa do Conhecimento permite o acesso às tecnologias da informação no contexto da Sociedade da Informação numa lógica inclusiva, disponibilizando um conjunto de serviços que possibilitam o acesso a tecnologias aplicadas em contextos do quotidiano, contribuindo desta forma para fomentar a inclusão digital e social.

Tecnologias Educativas

O Município de Vila Verde pertence à Associação Internacional das Cidades Educadoras, uma iniciativa que vai ao encontro de um conceito de educação amplo e plural, que abarca contextos de educação formal e não-formal. Neste sentido, a Casa do Conhecimento representa um contributo relevante para a implementação de uma cidade educadora ao constituir-se como uma infraestrutura urbana de cariz tecnológico para a conectividade digital, disponibilizando um centro de recursos partilhado para a comunidade escolar, na área das tecnologias educativas.

Tecnologias Criativas

A Casa do Conhecimento é um espaço aberto às tecnologias criativas, que na sua amplitude, permitem desenvolver processos de aprendizagem e criatividade, passando por etapas de experimentação, exploração e reflexão.

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Casa do Conhecimento de Vila Verde promove evento - O Indivíduo na Sociedade da Informação, no âmbito do Dia Mundial da Sociedade da Informação

A 17 de maio, a Casa do Conhecimento de Vila Verde promoveu o evento O Indivíduo na Sociedade da Informação, no âmbito da comemoração do Dia Mundial da Sociedade da Informação, que tem como propósito promover as potencialidades da sociedade da informação e a utilização das novas tecnologias para melhorar a sociedade.

Na sociedade atual as transformações tecnológicas acontecem a uma velocidade alucinante fazendo com que a perceção do mundo se altere com a mesma rapidez, uma vez que a informação corre à mesma velocidade. O mesmo acontece com as relações sociais, que rompem barreiras geográficas em segundos fazendo com que qualquer indivíduo se transforme num cidadão à escala global, deixando de ser um cidadão à escala local ou regional, como num passado muito recente. Podemos assim dizer, que ser um cidadão global informado interfere diretamente na forma como entendemos o mundo, como nos relacionamos com ele e em sociedade.

Neste evento esteve em debate a forma como o indivíduo se posiciona numa era predominante digital, enquanto criança, jovem, adulto e sénior.

Na sessão de abertura a Vereadora da Educação Cultura e Ação Social, Drª Júlia Fernandes referiu que a comemoração do Dia Mundial da Sociedade da Informação se tornou um marco para a Casa do Conhecimento, tendo sido sinalizado ao longo deste últimos anos de diferentes formas. Frisou a importância da necessidade de “se estar atualizado em todas as idades e como tal, ter acesso às novas tecnologias tornou-se um direito, uma forma de estar atualizado e integrado”. Deu destaque à rápida evolução tecnológica ocorrida nos últimos tempos, que provocou inúmeras mudanças no quotidiano de todas as pessoas, dando como exemplo a inexistência do telemóvel na sua juventude, algo de muito estranho aos olhos da geração mais nova.

O painel iniciou-se com a moderação da Drª Cláudia Amaro, Mediadora da Casa do Conhecimento da Universidade do Minho com a Rede de Casas do Conhecimento que salientou a importância da temática, que apesar de abordar a era digital, se centra no indivíduo e de como ele se sente, pensa e age, num ambiente cada vez mais tecnológico.

A primeira intervenção contou a participação da Doutora Ana Francisca Monteiro, formada em Estudos da Criança, com especialização em Tecnologias da Informação, que na sua apresentação “Ser Criança na Era Digital” deixou evidente que “ as crianças vivem num mundo conectado. Elas nascem, crescem e aprendem ligadas ao mundo inteiro”. Nessa conexão estabelecida através das tecnologias, elas procuram “aprender o que lhes interessa, brincar, jogar e explorar”. A “infância continua a ser infância, as crianças continuam a aprender e a brincar, só que com oportunidades diferentes, antes brincava-se mais na rua, hoje brinca-se, também, com a tecnologia, porque ela existe!” Como em todas as gerações anteriores, aos adultos cabe-lhes o papel fundamental de educar as crianças, nomeadamente aos pais, de vigiar e mediar as suas brincadeiras, alertando-as para os perigos iminentes que delas podem decorrer, como é o caso do uso indevido da internet e das redes sociais. No entanto, na sua opinião as crianças já começaram a demonstrar “sensibilidade e consciência para as questões de segurança e a terem noção dos riscos que correm.”

De seguida, o Engenheiro José Ismael Graça, Coordenador da Casa do Conhecimento de Vila Verde deu início à sua exposição “ Estudar, Trabalhar e Conviver na Sociedade da Informação – um perspetiva pessoal e (in)transmissível” centrou a sua comunicação na necessidade dos jovens se sentirem envolvidos para que o interesse, a compreensão e a aprendizagem aconteçam. As realidades de aprendizagem do mundo atual são totalmente diferentes das realidades anteriores, as ferramentas de aprendizagem também se modificaram com a evolução tecnológica. A realidade laboral e profissional dos jovens é muito distinta daquela que existia há trinta anos atrás, algumas profissões deixaram de existir e muitas novas surgiram, e por conseguinte a forma de as exercer foi também alterada, recorrendo a uma vertente muito mais tecnológica. É visível a presença da tecnologia em todos os momentos da vida dos mais jovens, desde a vida privada, à profissional e à social. Alertou para o rasto informacional que qualquer indivíduo deixa ao usar as redes sociais e a internet, que permite facilmente desenhar padrões de preferências, de ideologias, de localização, entre outras, comprometendo a sua privacidade e aumentando a sua vulnerabilidade.

A comunicação “Ser e Estar na Sociedade da Informação” apresentada pelo Doutor João Álvaro Carvalho, Professor Catedrático no Departamento de Sistemas de Informação da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, foi uma excelente resenha da sua vida em relação à Sociedade da Informação, pois cuidadosamente explicou como se interessou pelos aspetos da tecnologia, como se adaptou e usou os diferentes recursos tecnológicos e do contributo da tecnologia na sua vida profissional e pessoal. “O indivíduo todos os dias é absorvido pelas características da Sociedade da Informação e adapta-se às mesmas e dispõe delas para melhorar a sua vida pessoal, profissional e social”.

Ser idoso na Era Digital” foi a intervenção da Doutora Clara Costa Oliveira, Professora no Instituto da Educação da Universidade do Minho que revolucionou a ideia construída de que todos os idosos se devem atualizar digitalmente. Na sua perspetiva deve ser respeitado o interesse que demonstram por estas questões, pois antes da importância das tecnologias nas suas vidas, está o respeito pela vontade de cada um - “o imperativo é a dignidade e a vontade própria”. Se houver interesse em aprender e conhecer, os idosos são capazes de se adaptarem às novas tecnologias e delas fazerem uso. Aproveitando a jovem plateia, deixou o alerta para o aumento abismal dos indicadores de envelhecimento da população e da necessidade de se repensar as ofertas para estas pessoas, que terão características muito diferentes das dos idosos de hoje em dia. Deixou-lhes a desafiante sugestão de apostarem em universidades seniores ativas e em co-housing, em substituição dos lares.

Em suma, no seu conjunto as intervenções transmitiram que na sociedade atual e independentemente da idade, mas sempre respeitando a vontade individual, é essencial ter acesso e acompanhar o desenvolvimento tecnológico, a fim de evitar a exclusão digital .O desafio é fazer o bom uso das tecnologias digitais de forma a que sejam um contributo positivo na vida de cada indivíduo.

Casa do Conhecimento de Vila Verde,

20 de maio de 2019

 

 


 

 

 


Espaços Espaços

Auditório Multimédia

Espaço dotado de um sistema de projeção estereoscópica (3D).

Sala das Tecnologias Criativas

Área de exposição destinada às tecnologias criativas, onde poderão estar, em modalidade temporária, módulos de robótica, eletrónica, realidade aumentada, impressão 3D.

Exposição Interativa Área de exposição onde se pode interagir com módulos interativos.

Sala Imersiva

Espaço constituído por um sistema audiovisual, proporcionando um ambiente imersivo.
Salas de Formação/Polivalente 
Duas salas versáteis, equipadas com sistemas de projeção multimédia e quadros interativos para formação, de instalação de laboratórios temáticos, exposições, workshops.

 

 

 

 

 

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